terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pareço estar vivo, mesmo com as pálpebras cansadas, a doença me atinge mas não me consome o dia lateja livre mas algemas invisíveis parecem me prender. será que viver é estar além das sensações então quando poderei romper o fio condutor e ser guiado pela brisa que conduz os pássaros.

sábado, 3 de janeiro de 2015

A sombra do relógio marca o pulsar no escuro morada do desejo fico frio como se tivesse recebido um beijo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Basta estar e observar
Sem solicitação para lutar.
Remoendo o bom.
Tendo um todo perto
A distância se mantém
As lajes despovoadas
Me convidam à sonhar!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008



O Fado é meu caminho.

O sol cravando ponteiros na pele.
Na floresta halo das árvores a vista embacia.
Estou minguando na balsa.

Então me percebo canção.
O caminho é melodia
Ritmo de tudo
Saio do luto

Dando ao mundo
O colorido
Da maluquice.

sábado, 4 de outubro de 2008


Cardumen
Hugo Espíritu, artista plástico peruano
http://www.ellje.com/hespiritu/


Numa rua!

O que será de ti, homenzinho.
Um cão na rua sozinho,
Com olhos tão lindos,
Por já estarem em outro mundo!

Noite companheira!

O suor da noite
Percorre os corpos
Por ela unidos.
A lua ilumina
Seu olhar de livro seco.
O cheiro da chuva
Se Fixa nas paredes,
O seu sumiu da minha carne.
Não abandonaste o tempo,
Mas foi por ele deixada!
Amor, por mais que digam,
Que é faísca,
Digo; é estrela!

Liberdade!
Se Deus não existe
Vivo mais livre.
Como as coisas ao redor
Não tem limites,
Também não os tenho!

Minha personalidade:
Não sou virulento nem truculento,
Pois, meu único alento.
É ser leve como o vento!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Olhares na mão fechada!

Olhos de teflon.
Nem ao menos, me restaram os maus caminhos .

Faço o melhor com o que tenho,
Em mãos, em pés, em olhos, em ouvidos, em boca.
Sou o que posso.

Talvez meu corpo humano não suporte
O peso das invenções humanas.
Estampidos que beliscam o horizonte

Sons que fazem ruir morcegos,
Pesam presas na pele da rã.
Cântico de pássaro engessado.
Grito, átrio e ventrículo
Seguem-me espasmódico.

Caveiras de pipas nos fios.
Arranca lascas de tinta das paredes,
Chuva, ranço de quem se encontrou rancoroso.

Reverberam as pessoas em ecos.
Um urubu rouba-lhes as
Migalhas.

Essa incapacidade de contar uma história
É agonia.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mãe banida!

A moto-serra com barulho constante,
Estrondo que expõe o mau coração.
Sob o rotundo céu de cristal,
Os olhares silentes
Espiam.

Na terra, rachada, não tocada por criança.
O tronco rompido da terra, caído.
Rasga ao meio o silêncio,
Um fúnebre ruído.
Os olhos e o céu,
Empanam-se!

Só o arranha-céu trinca
O cristal pálido que
Esconde sua força,
Tépido.

Cidade sem fotossíntese repleta de ausência.
Faz falta, nos falta, me falta,
Árvore de pavor, corroída.
O nosso dente percorre
Seu tronco
Mata-te.

É difícil querer.
A terra não esquece.
Sempre acariciaste-nos;
Fizemos cruzes e banhamo-la com sangue.

Na árvore morta, espero a esperança brotar,
Trepando pela minha alma.
Verde que dança a noite,
Verde grosso de lodo
Verde coroado de luz,
Mascara para fantasmas.

Foi colo para a minha infância, mãe.
Colhia sua concreta felicidade,
Seus braços acolhiam.

Igual a ti quero beijar a terra,
Tentar ser nela,
Mais do que palavras!